https://interin.utp.br/index.php/GR1/issue/feedREVISTA ELETRÔNICA BIOCIÊNCIAS, BIOTECNOLOGIA E SAÚDE2026-05-05T14:46:06-03:00Open Journal Systems<p>Revista da Faculdade de Ciências Biológicas e de Saúde, promovida pelos Grupos de Pesquisa Biotecnologia e Saúde e Ciências Veterinárias.<br>Universidade Tuiuti do Paraná<br>ISSN: 2238-2240</p>https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3858Editorial2026-05-05T14:45:54-03:00Elenice Stroparoeditoracao.proppe@utp.br<p>Editorial</p>2026-05-05T14:16:23-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3859APLICAÇÃO DA ACUPUNTURA ESTÉTICA FACIAL NO TRATAMENTO DE RUGAS E LINHAS DE EXPRESSÃO2026-05-05T14:45:54-03:00Lívia Regina Brackmann Ullricheditoracao.proppe@utp.brJannaina Ferreira de Melo Vascoeditoracao.proppe@utp.br<p>O interesse por alternativas naturais e menos invasivas na estética facial tem aumentado, motivado pela busca <br>por tratamentos que promovam rejuvenescimento sem comprometer a fisiologia do corpo. Nesse contexto, <br>a acupuntura estética facial, baseada na Medicina Tradicional Chinesa, surge como uma estratégia capaz <br>de reduzir rugas, linhas de expressão e flacidez, considerando também o equilíbrio energético e emocional <br>do indivíduo. O problema que orienta esta investigação consiste em compreender como essa técnica, cada <br>vez mais utilizada, pode atuar como opção segura e eficaz diante da limitada consolidação de evidências <br>clínicas. A hipótese proposta é que a acupuntura facial proporciona benefícios estéticos e terapêuticos de <br>forma gradual, respeitando a integridade e individualidade do paciente. A relevância do estudo está na <br>crescente demanda por procedimentos estéticos naturais e na necessidade de integrar práticas orientais <br>aos conhecimentos biomédicos. O objetivo central foi analisar como a acupuntura facial contribui para o <br>rejuvenescimento, considerando seus fundamentos teóricos, pontos específicos, mecanismos de ação e <br>evidências científicas disponíveis. Para isso, foi realizada pesquisa bibliográfica qualitativa e descritiva, com <br>revisão de artigos publicados entre 2015 e 2025, em português e inglês, em bases como PubMed, SciELO <br>e ScienceDirect, selecionando estudos relevantes sobre acupuntura estética facial, produção de colágeno, <br>circulação sanguínea, tonicidade muscular e efeitos sobre rugas e linhas de expressão. Os resultados indicam <br>que a acupuntura estética promove efeitos gradativos, visíveis e duradouros, atuando não apenas sobre os <br>sinais externos do envelhecimento, mas também sobre suas causas energéticas e emocionais. Comparada <br>a técnicas convencionais, apresenta menor risco de efeitos adversos e maior preservação da naturalidade <br>facial. Conclui-se que essa prática integrativa constitui alternativa valiosa no cuidado estético, oferecendo <br>rejuvenescimento harmonioso, seguro e alinhado à demanda contemporânea por tratamentos naturais e <br>humanizados, embora ainda sejam necessárias pesquisas com maior padronização e amostras mais amplas <br>para consolidar evidências robustas.</p> <p><br>Palavras-chave: Envelhecimento da Pele, Medicina Tradicional Chinesa, Rejuvenescimento, Terapias <br>Complementares.</p>2026-05-05T14:17:57-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3860RELAÇÃO DE ANEMIA FERROPRIVA NO ATRASO DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO EM PACIENTES AUTISTAS: UMA REVISÃO2026-05-05T14:45:55-03:00Jéssica Natali Vaculenko Sakai Ikedaeditoracao.proppe@utp.brMichelli Aparecida Bertolazo da Silvaeditoracao.proppe@utp.br<p>A relação entre anemias carenciais e o desenvolvimento cognitivo em pacientes com Transtorno do <br>Espectro Autista (TEA) tem despertado crescente interesse, especialmente pela sobreposição de fatores <br>como seletividade alimentar, comportamentos restritivos e déficits já presentes em funções cognitivas e <br>adaptativas. As anemias, notadamente a ferropriva, são reconhecidas por comprometer processos de <br>atenção, memória, rendimento escolar e disposição geral, sendo ainda mais preocupantes em indivíduos <br>autistas, que apresentam predisposição a dificuldades de aprendizado e interação social. Diante disso, <br>este estudo tem como objetivo geral investigar a interação entre anemias carenciais e o desenvolvimento <br>cognitivo/comportamental do paciente autista, com objetivos específicos de analisar como a anemia se <br>relaciona com o atraso cognitivo, comparar seletividade alimentar entre autistas e não autistas e investigar <br>a associação entre níveis de ferro, indicadores clássicos de anemia e impacto no desenvolvimento cognitivo <br>e adaptação social. A metodologia proposta consiste em uma revisão de literatura narrativa a qual foi <br>realizada entre fevereiro e novembro de 2025, em bases de dados e revistas como PubMed, Cell Press, <br>Nature, Elsevier e Scientific Reports, considerando publicações de 2014 a 2024 nos idiomas português <br>e inglês. Foram incluídos estudos originais que relacionem autismo, anemia e deficiências nutricionais <br>em humanos, sendo excluídos artigos duplicados, indisponíveis na íntegra ou focados exclusivamente <br>em modelos animais. A análise seguiu etapas de triagem de títulos, resumos e leitura crítica de artigos <br>selecionados. Espera- se que os resultados demonstrem uma relação significativa entre as anemias <br>carenciais e maior comprometimento cognitivo em pacientes autistas, evidenciando que a deficiência <br>nutricional pode acentuar atrasos já existentes no aprendizado e na adaptação social. Conclui-se que <br>compreender essa associação é essencial para subsidiar estratégias de intervenção nutricional e clínica, <br>contribuindo para a melhora da qualidade de vida e inclusão social desses indivíduos.</p> <p><br>Palavras-chave: Autismo. Ferropriva. Cognitivo. Comportamental. Autista.</p>2026-05-05T14:19:24-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3861O USO DE ANTICORPOS MONOCLONAIS ANTI-CD20 NO TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA: EFEITOS CLÍNICOS2026-05-05T14:45:56-03:00Maria Verónica Perez Fallabrinoeditoracao.proppe@utp.brElenice Stroparoeditoracao.proppe@utp.br<p>A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica, autoimune, desmielinizante e degenerativa <br>que afeta o sistema nervoso central. Geralmente, os primeiros sintomas da doença ocorrem entre os 20 e 40 <br>anos de idade, sendo mais frequente em mulheres do que em homens. Esses sintomas podem ser sensoriais <br>ou motores, dependendo das fibras nervosas desmielinizadas e da região afetada, e podem se manifestar <br>como parestesias, problemas visuais, fadiga, espasmos, fraqueza muscular, falta de coordenação nos <br>movimentos, entre outros. Na procura de trazer novas informações sobre possíveis tratamentos para a EM, <br>este artigo teve como objetivo analisar a atuação dos anticorpos monoclonais anti CD-20 e a sua efetividade <br>no controle e progressão da EM a partir de uma revisão de literatura. Estudos recentes evidenciaram que os <br>linfócitos B desempenham um papel fundamental no processo inflamatório que desencadeia os sintomas da <br>EM, portanto, uma vez que as células B expressam a proteína CD20 na sua membrana, a depleção dessas <br>células com anticorpos monoclonais anti-CD20 tornou-se uma opção promissora no controle da doença. Os <br>dados apresentados pelos diferentes ensaios clínicos considerados na pesquisa mostraram que o tratamento <br>com anticorpos monoclonais anti-CD20 é seguro e eficaz no controle da atividade e do avanço da doença. <br>Contudo, é necessário considerar os efeitos imunossupressores, que podem expor os pacientes a infecções <br>e hipogamaglobulinemia. Mas, apesar disso, os resultados são promissores e representam uma esperança <br>no tratamento da EM.</p> <p><br>Palavras-chave: Esclerose Múltipla. Rituximabe. Ocrelizumabe. Ofatumumabe. Ublituximabe.</p>2026-05-05T14:20:51-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3862BIOMARCADORES NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER2026-05-05T14:45:57-03:00Aline Costa da Silvaeditoracao.proppe@utp.brMeire Ellen Pereiraeditoracao.proppe@utp.br<p>A doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa progressiva, que afeta as funções cognitivas, <br>devido ao acúmulo de placas de β-amilóide (Aβ) e os emaranhados tau neurofibrilares intraneuronais (NFTs). <br>O diagnóstico é muitas vezes tardio e apenas quando há sintomas cognitivos aparentes, quando a perda <br>neuronal já se encontra em estágios avançados. O objetivo deste trabalho é apresentar os biomarcadores que <br>melhor identifique a DA foi realizado através de buscas em artigos de revisão de literatura dos últimos 10 anos <br>identificar quais biomarcadores são mais específicos diante da formação das placas, e sua aparição precoce <br>nos exames clínicos como Líquido Cefalorraquidiano (LCR), Ressonância Magnética (RM) e Tomografia por <br>Emissão de Pósitrons (PET), na neuroinflamação e no sangue. Nesse artigo apresenta também possíveis <br>novos exames para a busca desse diagnóstico, como em exames de sangue, mesmo que ainda seja apenas <br>um estudo, pode apresentar um avanço sendo uma forma mais simples e fácil de se obter a amostra, sendo <br>menos invasiva para o paciente. Ao decorrer do artigo mostra como os níveis de Aβ e Tau podem estar <br>relacionados com a DA, como ela impacta e a sua trajetória até a possível identificação nos exames. Sabe-se <br>que no LCR apresenta uma melhor resposta em relação à identificação dos biomarcadores, é mais sensível <br>em comparação aos outros exames aqui apresentados. RM e PET apresentam boa identificação em relação <br>a DA, mas apenas quando já está em um período mais avançado, pois vai apresentar a neurodegeneração <br>presente no cérebro. Mesmo não apresentando cura, identificar as placas responsáveis pela neurodegeneração <br>pode ajudar a definir se o paciente tem realmente a DA de outras doenças neurodegenerativas, buscando <br>tratamento adequado para o paciente.</p> <p><br>Palavra-chave: Sangue. Beta-amiloide. Alzheimer.</p>2026-05-05T14:22:30-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3864USO DO CANABIDIOL NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON2026-05-05T14:45:58-03:00Roberta Ivie Leonardoeditoracao.proppe@utp.brCleverson Martinseditoracao.proppe@utp.br<p>Doença de Parkinson (DP) é uma anomalia neurodegenerativa crônica e progressiva que acomete o sistema <br>nervoso central (SNC), caracterizada por sintomas motores, como tremores, rigidez muscular e lentidão <br>de movimentos, e não motores, como distúrbios do sono e alterações cognitivas. Atualmente, seu recurso <br>terapêutico baseia-se na administração de fármacos como a Levodopa (L-dopa), que, embora apresente <br>eficácia manifesta também limitações e perda de resposta a longo prazo. Nesse cenário, o Canabidiol, um <br>f<br>itocanabinoide da planta Cannabis sativa, tem se revelado como alternativa terapêutica devido às suas <br>propriedades neuroprotetoras, anti-inflamatórias e ansiolíticas. Este trabalho tem como objetivo analisar os <br>avanços científicos dos últimos anos sobre o uso do canabidiol no tratamento da DP, avaliando sua eficácia, <br>segurança e possíveis limitações. Os resultados apontam que o CBD apresenta potencial no controle de <br>sintomas motores, distúrbios do sono, psicose e ansiedade associados à doença, além de evidências sobre <br>sua ação neuroprotetora. No entanto, a literatura aponta divergências quanto ao tempo de tratamento, às <br>doses ideais e às interações medicamentosas. Conclui-se que o CBD se mostra uma alternativa promissora <br>e segura como terapia adjuvante na Doença de Parkinson, mas é necessário pesquisas clínicas de maior <br>duração para confirmar sua eficácia a longo prazo.</p> <p><br>Palavras-chave: Doença de Parkinson. Canabidiol. Tratamento. Neuroproteção. Cannabis medicinal.</p>2026-05-05T14:23:55-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3865IMPACTO DA SUBSTITUIÇÃO DO EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO POR BIOLOGIA MOLECULAR COMO MÉTODO DE RASTREIO DO CÂNCER CERVICAL2026-05-05T14:45:59-03:00Maria Eduarda Remes de Camposeditoracao.proppe@utp.brMichelli Bertolazoeditoracao.proppe@utp.br<p>O câncer do colo do útero representa um importante desafio à saúde pública brasileira, sendo uma das principais <br>causas de morte evitável entre mulheres. Historicamente, o rastreamento por meio do exame citopatológico <br>(Papanicolau) contribuiu para reduzir sua incidência, mas limitações relacionadas à sensibilidade, qualidade <br>da coleta e cobertura populacional comprometem sua efetividade. Diante desse cenário, o presente estudo <br>teve como objetivo analisar o impacto da substituição do exame citológico pelo teste molecular de DNA-HPV <br>como método primário de rastreamento, enfatizando suas vantagens e implicações para a saúde pública. A <br>pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, utilizando artigos científicos <br>e documentos oficiais disponíveis em bases reconhecidas. A análise mostrou que o teste molecular possui <br>maior capacidade de detecção precoce do HPV e de lesões precursoras, reduzindo o risco de falsos negativos <br>e permitindo ampliar o intervalo entre os exames, o que otimiza recursos e amplia a cobertura populacional. <br>A discussão evidencia que a adoção dessa tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), iniciada em <br>2025, representa um avanço significativo, pois o exame identifica o DNA viral antes do surgimento de <br>alterações celulares, favorecendo diagnósticos mais precoces e tratamentos menos invasivos. Contudo, sua <br>implementação exige adequações estruturais, capacitação profissional e políticas de equidade, considerando <br>as desigualdades regionais e sociais que ainda dificultam o acesso de grupos vulneráveis. Conclui-se que a <br>substituição do Papanicolau pelo teste molecular constitui um marco no rastreamento do câncer cervical no <br>Brasil, promovendo maior precisão diagnóstica, eficiência no rastreamento e redução de mortalidade, desde <br>que acompanhada por estratégias integradas de educação em saúde, infraestrutura e acompanhamento <br>contínuo das mulheres atendidas.</p> <p><br>Palavras-chave: Alterações. Papilovírus humano. Papanicolau. DNA-HPV. Saúde.</p>2026-05-05T14:26:14-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3866ASPECTOS FARMACOLÓGICOS E TOXICOLÓGICOS DA Cannabis sativa E O POTENCIAL TERAPÊUTICO DO CANABIDIOL NO TRATAMENTO DE ANSIEDADE2026-05-05T14:45:59-03:00Emilym Rayssa Brancoeditoracao.proppe@utp.brCleverson Antônio Martinseditoracao.proppe@utp.br<p>O presente trabalho aborda como a Cannabis sativa tem sido objeto de intenso debate científico e social, <br>especialmente quanto ao seu potencial terapêutico e regulamentação no Brasil. Utilizada desde o período <br>colonial, a planta passou por períodos de proibição, até ser reconhecida por suas propriedades medicinais. <br>Este trabalho tem como objetivo analisar os aspectos químicos, farmacológicos e toxicológicos da Cannabis <br>sativa, com ênfase na ação do canabidiol (CBD) no tratamento da ansiedade e em outras patologias, além de <br>destacar a importância do profissional farmacêutico e biomédico na segurança e eficácia terapêutica dessas <br>substâncias. A metodologia baseou-se em uma revisão bibliográfica de artigos científicos, dissertações <br>e documentos oficiais publicados entre 2015 e 2025, disponíveis em bases como SciELO, PubMed e <br>repositórios institucionais, abordando estudos experimentais e clínicos, que avaliaram a ação do CBD no <br>organismo humano e animal. A discussão revelou que o CBD possui efeitos neuroprotetores, ansiolíticos, <br>anti-inflamatórios e antidepressivos, atuando sobre os receptores CB1 e CB2 do sistema endocanabinoide e <br>modulando neurotransmissores como a serotonina. Diferente dos psicofármacos convencionais, apresenta <br>baixo risco de dependência e efeitos adversos reduzidos, configurando-se como uma alternativa promissora <br>e segura em tratamentos psicológicos e neurológicos. Conclui-se que a Cannabis sativa, especialmente <br>o canabidiol, representa um avanço significativo na terapêutica moderna, desde que utilizada de forma <br>responsável e sob orientação profissional. Além disso, destaca-se a relevância do farmacêutico e do biomédico <br>no monitoramento clínico, na análise toxicológica e na promoção do uso racional dos derivados canabinoides, <br>garantindo segurança, eficácia e respaldo científico ao paciente.</p> <p><br>Palavras-chave: Canabinoide. Cannabis medicinal. THC (tetrahidrocanabinol). Canabidiol (CBD).</p>2026-05-05T14:28:11-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3874A CRISPR-CAS9 COMO TERAPÊUTICA ALTERNATIVA EM DOENÇAS2026-05-05T14:46:00-03:00Renata de Miranda Nuneseditoracao.proppe@utp.brElenice Stroparoeditoracao.proppe@utp.br<p>A Clustered regularly interspaced short palindromic repeats (CRISPR) associada a proteína Cas9 é uma <br>ferramenta da biologia molecular utilizada na edição genética. CRISPR-Cas9 guiado pelo RNA demonstra <br>imenso potencial e maior vantagem em comparação com as técnicas convencionais. Sua capacidade de <br>corrigir mutações ao editar genomas, é o que a torna uma possível terapêutica para desordens causadas <br>por alterações genéticas e até no câncer. Ainda há limitações em seu uso, acerca de sua efetividade, <br>segurança, efeitos colaterais, saúde da célula editada e resposta imune. É necessário regulamentações <br>no que diz respeito a sua aplicação in vivo. O trabalho apresentará a aptidão da CRISPR-Cas9 na <br>engenharia genética, sua classificação, meios de transporte e um apanhado do seu mecanismo. O intuito <br>da revisão é discorrer sobre o uso da CRISPR-Cas9 como alternativa de terapia, a ética envolvida na <br>sua utilização. A metodologia adotada foi a revisão de literatura incluindo artigos publicados durante o <br>período de 2010 a 2025. Os estudos indicam que a CRISPR possui o potencial para ser aplicada em <br>diversas áreas da saúde, visando a oferta de melhor qualidade de vida do paciente. Dado o seu potencial <br>comprovado, ainda é necessário aprimorar a especificidade da edição genética e abordar claramente as <br>questões éticas e de segurança. A conclusão apresenta a técnica como capaz de revolucionar a medicina <br>atual ao possibilitar a personalização de terapias. A transparência e a comunicação eficaz com o público <br>geral é indispensável para redigir as políticas éticas e implementar a técnica com a máxima segurança <br>possível.</p> <p><br>Palavras-chave: CRISPR-Cas9. Possibilidade terapêutica. Doenças genéticas.</p>2026-05-05T14:30:12-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3867EFEITO DA CURCUMINA NO CONTROLE DE PROCESSOS INFLAMATÓRIOS EM PACIENTES COM DOENÇA DE CROHN2026-05-05T14:46:01-03:00Mariana Schirlo Zanettieditoracao.proppe@utp.brLuciana Nowackieditoracao.proppe@utp.br<p>Curcuma longa L. é uma planta de propriedades etnomedicinais utilizada especialmente como fonte de <br>curcumina, um composto com efeito anti-inflamatório natural no sistema digestório. Já a Doença de Cronh <br>(DC), é uma patologia que afeta o trato gastrointestinal, causando inflamação crônica sobretudo no íleo <br>e no cólon, podendo gerar complicações intestinais e extraintestinais devido a uma exagerada resposta <br>imunológica. Nesse sentido, busca-se relacionar se o uso da curcumina em pacientes com DC poderia auxiliar <br>na melhora clínica, viabilizando sua aplicação como terapia complementar. Para isso, foram selecionados <br>artigos científicos dos últimos cinco anos em bases como Google Acadêmico, Scielo e PubMed. Constatou<br>se que a resposta inflamatória em decorrência da disbiose intestinal é mediada pela ativação do fator nuclear <br>Kappa B (NF-kB), como resultado da ação da proteína receptora NOD2 em sua forma mutada. O tratamento <br>convencional envolve o uso de imunomoduladores, como corticosteroides e imunossupressores. Por outro <br>lado, o uso da curcumina é amplamente discutido, com crescente interesse no tratamento de neoplasias. A <br>principal função no contexto da DC é o de ação inibidora de vias pró-inflamatórias, como a proteína NF-kB. <br>Entretanto, sua baixa biodisponibilidade e rápida excreção, exigem estratégias para potencializar a absorção, <br>como a associação com piperina e uma grande variedade de compostos. Assim, embora apresente resultados <br>promissores em outras doenças inflamatórias intestinais, os achados permanecem inconsistentes para a DC. <br>O uso da curcumina como adjuvante requer cautela, pois seus efeitos variam conforme dose, formulação <br>e associação com outros compostos, podendo inclusive trazer riscos em determinadas condições clínicas. <br>Portanto, embora a curcumina tenha potencial como adjuvante terapêutico, a necessidade de mais estudos <br>clínicos robustos permanece essencial para avaliar sua real eficácia e segurança em pacientes com DC.</p> <p><br>Palavras-chave: Disbiose intestinal. Piperina. NOD2. NF-kB. Biomarcadores.</p>2026-05-05T14:31:36-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3868O PAPEL DA GENÉTICA NA INTOLERÂNCIA À LACTOSE2026-05-05T14:46:01-03:00Luisa Cassemiro da Fonsecaeditoracao.proppe@utp.brElenice Stroparoeditoracao.proppe@utp.br<p>A intolerância à lactose é uma condição caracterizada pela incapacidade de digerir a lactose devido à redução <br>da atividade da enzima lactase, e sua manifestação está diretamente associada a fatores genéticos, ambientais <br>e à composição da microbiota intestinal. O interesse crescente por essa temática se deve à alta prevalência <br>da condição em diferentes populações e à recorrente confusão com outras enfermidades, como a alergia <br>à proteína do leite, o que reforça a importância de estudos voltados à sua origem e ao aprimoramento de <br>métodos diagnósticos. Este trabalho teve como objetivo investigar a influência da genética na intolerância <br>à lactose, com ênfase no papel do gene LCT e das variações regulatórias no gene MCM6, associadas à <br>persistência ou não da atividade da lactase na vida adulta. Além disso, buscou-se discutir a aplicabilidade dos <br>testes genéticos no diagnóstico da condição, considerando também a relevância de fatores como microbiota <br>intestinal e ambiente. A metodologia adotada consistiu em uma revisão bibliográfica narrativa, com base em <br>artigos científicos publicados em inglês nos últimos dez anos, obtidos em bases de dados internacionais. <br>Foram selecionados estudos que abordam os mecanismos moleculares, a expressão gênica, os testes <br>diagnósticos e a interação entre fatores genéticos e ambientais. Conclui-se que a intolerância à lactose <br>apresenta forte componente genético, sendo a persistência da lactase resultado de variantes específicas em <br>regiões regulatórias do gene MCM6. No entanto, a expressão fenotípica da condição pode ser modulada por <br>aspectos não genéticos, o que limita a utilização isolada dos testes moleculares. Assim, a combinação entre <br>fatores genéticos, ambientais e microbiota deve ser considerada em abordagens diagnósticas e terapêuticas <br>mais eficazes e personalizadas.</p> <p><br>Palavras-chave: Polimorfismo genético. Persistência da lactase. MCM6. Hipolactasia secundária.</p>2026-05-05T14:35:33-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3869ARTÉRIA FACIAL E SEUS RAMOS: ESTUDO ANATÔMICO APLICADO À SEGURANÇA NA HARMONIZAÇÃO FACIAL2026-05-05T14:46:02-03:00Caroline Baumeiereditoracao.proppe@utp.brKely Cristina dos Santoseditoracao.proppe@utp.br<p>As variações anatômicas das artérias faciais, que envolvem diferenças de trajeto, calibre, profundidade <br>e anastomoses, estão diretamente relacionadas ao aumento do risco de intercorrências vasculares <br>durante procedimentos estéticos minimamente invasivos, tais como aplicações de ácido hialurônico e <br>bioestimuladores. O conhecimento detalhado de suas variações é fundamental para a segurança desses <br>procedimentos, uma vez que diferenças no trajeto, calibre, profundidade e ramificações podem influenciar <br>diretamente no risco de intercorrências vasculares graves. Nesse contexto, este estudo teve como <br>objetivo analisar as variações anatômicas da artéria facial e de seus ramos, destacando os principais <br>riscos associados e estratégias para prevenção e manejo de complicações. Foi realizada uma revisão <br>bibliográfica em bases de dados como PubMed, Scielo, Google Acadêmico e National Library of Medicine, <br>considerando publicações entre 2015 e 2025, selecionando estudos que abordassem trajetos, anastomoses <br>e características anatômicas relevantes, com as palavras-chave: artéria facial, harmonização facial, estudo <br>anatômico facial e artérias faciais. A análise dos dados revelou que as variações são frequentes, com trajetos <br>superficiais em regiões críticas, como sulco nasolabial, artérias angular e nasal lateral, a extensa rede de <br>anastomoses com vasos orbitais e intracranianos, aumenta significativamente a possibilidade de eventos <br>adversos, incluindo necrose tecidual e cegueira. A discussão evidenciou que técnicas individualizadas, <br>aliadas ao uso de cânulas em áreas de maior risco, injeção lenta e em pequenos volumes, aspiração <br>prévia e o mapeamento vascular por ultrassonografia de alta resolução, são estratégias essenciais para <br>minimizar intercorrências. Conclui-se que o domínio da anatomia vascular facial e o emprego de protocolos <br>preventivos é imprescindível para a realização segura de procedimentos de harmonização facial, garantindo <br>melhores resultados estéticos e redução significativa de complicações graves, reforçando a importância do <br>conhecimento anatômico na prática da harmonização facial.</p> <p><br>Palavras-chave: Anatomia. Vascularização. Estética. Preenchimento. Segurança. Complicações.</p>2026-05-05T14:37:24-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3870O MECANISMO DE AÇÃO DOS LINFÓCITOS T REGULADORES NO SISTEMA IMUNOLÓGICO DE DIABÉTICOS TIPO 12026-05-05T14:46:03-03:00Milena Araujo Pintoeditoracao.proppe@utp.brMariana Rodrigues Davansoeditoracao.proppe@utp.br<p>Os linfócitos T reguladores (Tregs) são uma subpopulação de linfócitos TCD4+ e possuem o fator de <br>transcrição Foxp3 que os diferencia dos demais e designa sua função, eles são fundamentais para manter o <br>equilíbrio imunológico, através de seus mecanismos supressores. Este artigo objetiva compreender a atuação <br>dos Tregs e como seu mau funcionamento está correlacionado com a diabetes tipo 1, foi realizado por meio <br>de uma revisão de literatura em sites de pesquisa como Google Acadêmico e SciELO, com artigos datados <br>dos últimos dez anos em inglês, espanhol e português e utilizou palavras-chave: linfócitos T reguladores, <br>diabetes tipo1, Foxp3 e sistema imunológico, sendo excluídos quaisquer artigos anteriores ao ano de 2015. A <br>diabetes tipo 1 é uma doença de caráter autoimune caracterizada pela destruição exponencial de células beta <br>do pâncreas o que ocasiona numa deficiência na produção de insulina, hormônio responsável por controlar <br>os níveis glicêmicos no sangue. Os sintomas incluem poliúria, polidipsia e polifagia, também conhecidas <br>como a tríade da Diabetes tipo 1, perda de peso, fadiga, fraqueza, visão turva, entre outros. A doença exige <br>tratamento diário com aplicação de insulina exógena visando normalizar a glicemia e evitar a sintomatologia, <br>já que ainda não há cura. Pesquisas mostram que em pacientes diabéticos tipo 1 há uma diminuição na <br>expressão de linfócitos TCD4+CD25+Foxp3, que regulam e mantém a homeostase da resposta imunológica <br>e apesar dessa redução não ser responsável pelo ataque ao próprio organismo, ela faz com que o quadro da <br>doença se agrave, assim como de outras doenças autoimunes.</p> <p><br>Palavras-chave: Linfócitos T. Diabetes. Resposta imune. Foxp3.</p>2026-05-05T14:39:32-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3871USO DA TOXINA BOTULÍNICA TIPO A PARA TRATAMENTO DE ENXAQUECA CRÔNICA2026-05-05T14:46:04-03:00Francielly Corrêaeditoracao.proppe@utp.brJannaina Ferreira de Melo Vascoeditoracao.proppe@utp.br<p>A enxaqueca crônica é uma cefaleia causada principalmente pela dilatação dos vasos sanguíneos do crânio, <br>inervados pelo nervo trigêmeo. Essa condição afeta cerca de 15% da população mundial, resultando em perda <br>de produtividade e comprometimento da qualidade de vida. Entre os tratamentos disponíveis, a aplicação <br>da toxina botulínica, produzida pela bactéria Clostridium botulinum, destaca-se como método preventivo, <br>sendo o tipo A o único empregado na prática clínica. O objetivo deste trabalho foi analisar as evidências <br>científicas sobre a toxina no tratamento da enxaqueca crônica, avaliando sua eficácia, segurança, limitações <br>e contribuições para a qualidade de vida dos pacientes. Este trabalho trata-se de uma revisão de literatura, <br>realizado por meio da busca de artigos nas bases SciELO, PubMed e LILACS. Foram incluídos também <br>artigos publicados entre os anos de 2014 e 2025, em português e inglês, que abordassem segurança, <br>eficácia e aplicação clínica da toxina, enquanto estudos duplicados, sem texto completo ou realizados em <br>animais foram excluídos. De modo geral, os resultados das pesquisas demonstram que o tratamento reduz <br>a frequência e a intensidade das crises, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e apresentando <br>efeitos adversos leves e temporários. Além disso, os estudos evidenciam que a aplicação em diferentes <br>regiões da cabeça e pescoço, associada a estratégias de acompanhamento interdisciplinar, como ajustes <br>no estilo de vida e orientação nutricional, aumentam os efeitos terapêuticos. Apesar dos benefícios clínicos <br>comprovados, as pesquisas apontam limitações, como a necessidade de reaplicações periódicas e o alto <br>custo para a manutenção do tratamento. Portanto, conclui-se que a toxina botulínica tipo A apresenta eficácia <br>e segurança, contudo, novas pesquisas são necessárias para definir plenamente seu potencial terapêutico, <br>avaliar os efeitos a longo prazo e estabelecer protocolos clínicos mais consistentes.</p> <p><br>Palavras-chave: Enxaqueca crônica. Toxina botulínica tipo A. Tratamento não farmacológico. Qualidade de vida.</p>2026-05-05T14:41:07-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3872ALTERAÇÕES FISIOPATOLÓGICAS NO USO CRÔNICO RECREATIVO DA CANNABIS2026-05-05T14:46:04-03:00Juliana Schirlo Zanettieditoracao.proppe@utp.brLuciana Nowackieditoracao.proppe@utp.br<p>Este artigo de revisão de literatura aborda a utilização recreativa da substância Cannabis, popularmente <br>conhecida como maconha, e os efeitos para o organismo do usuário, com foco em informações que <br>evidenciem as consequências do fumo não medicinal, nos parâmetros hematológicos. A pesquisa apoia-se <br>em estudos científicos dos últimos 10 anos, selecionados através de um refinamento de busca em portais de <br>pesquisas acadêmicas. Tais estudos evidenciam o antigo conhecimento da planta e as diversas finalidades <br>para seu consumo ao longo da história, com registros de seu uso para fins terapêuticos no século XX, até seu <br>consumo nos contextos atuais, considerando a frequência e a quantidade de uso. Os achados mostram que <br>o consumo recreativo crônico pode provocar alterações cardiovasculares, imunológicas e neurológicas, como <br>mudanças de humor e das funções motora e sensorial, além de estar associado a distúrbios hematológicos, <br>com comprometimento da homeostase do organismo. Muito comercializada ilegalmente pelo público jovem, <br>por proporcionar efeitos de relaxamento e tranquilidade, pode acarretar aumento da pressão cardíaca, falta <br>de foco, aumento da probabilidade de acidente vascular cerebral ou infarto, vistos pela grande quantidade de <br>tetrahidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD) presentes. Observa-se que a forma fumada apresenta maior <br>toxicidade pela ação inflamatória e vasoconstritora das vias aéreas, prejudicando o funcionamento de órgãos. <br>Por outro lado, o uso da Cannabis na forma medicinal, sob acompanhamento clínico e com doses controladas <br>de canabinoides (com níveis menores de THC e CBD), pode trazer benefícios terapêuticos em condições <br>como Parkinson, crises de ansiedade e doenças inflamatórias. Portanto, o uso recreativo da Cannabis <br>revela-se associado a alterações sistêmicas e hematológicas importantes, especialmente quando frequente <br>e prolongado, destacando a relevância de pesquisas contínuas que aprofundem a compreensão de seus <br>efeitos sobre a saúde.</p> <p><br>Palavras-chave: Vasoconstrição. Toxicidade. Anemia. Células.</p>2026-05-05T14:42:38-03:00##submission.copyrightStatement##https://interin.utp.br/index.php/GR1/article/view/3873VACINA PARA PAPILOMAVÍRUS HUMANO: ANÁLISE DA EFICÁCIA FRENTE À PREVALÊNCIA DOS TIPOS VIRAIS NO SUL DO BRASIL2026-05-05T14:46:05-03:00Vitoria Cristina Zilio da Silvaeditoracao.proppe@utp.brMeire Ellen Pereiraeditoracao.proppe@utp.br<p>O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns, <br>representando um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, o quarto <br>cancro mais comum nas mulheres a nível mundial, no Brasil é considerado o terceiro câncer que mais acomete <br>mulheres. A vacina quadrivalente contra o HPV é disponibilizada através do Sistema Único de Saúde desde <br>2014, demonstrando eficácia total contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Dada a importância da detecção <br>precoce do HPV, este estudo justifica-se pela necessidade de avaliar a eficácia do imunizante e contribuir <br>para uma prevenção do câncer do colo do útero e uma melhoria de estratégias de saúde pública. Trata-se de <br>um estudo realizado com uma base de dados e plataformas selecionadas, como Google Acadêmico, PubMed, <br>SciELO e outros, onde foram analisados artigos e documentos oficiais referentes a vacinação na região <br>sul do Brasil, especificamente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os resultados <br>demonstraram que o imunizante disponível pelo SUS não atende a todos os tipos de HPV encontrados <br>na região Sul do Brasil, evidenciando que a ampliação das medidas preventivas e a revisão periódica das <br>políticas de vacinação são fundamentais para reduzir a incidência de câncer do colo do útero e aprimorar as <br>estratégias de saúde pública no país.</p> <p><br>Palavras-chave: Imunizante. Papilomavírus humano. Câncer de colo de útero. Prevenção. Sul do Brasil.</p>2026-05-05T14:44:07-03:00##submission.copyrightStatement##