ANTICORPOS MONOCLONAIS NO TRATAMENTO PREVENTIVO DA ENXAQUECA CRÔNICA
Resumo
Sendo uma alteração neurológica, crônica e genética de canal de cálcio cerebral que provoca um estado
de hiperexcitabilidade, que torna o sistema nervoso central (SNC) mais suscetível a estímulos externos e
internos, a enxaqueca é a segunda maior causa de incapacidade global segundo a Organização Mundial
da Saúde (OMS). Em sua forma crônica ela ocorre mais de quinze dias por mês, é associada com um
aumento de doenças psiquiátricas e uma menor qualidade de vida. O presente trabalho tem como objetivo,
por meio de pesquisa investigativa e bibliográfica, comparar a medicação usada atualmente no tratamento de
enxaqueca crônica, analisando possíveis efeitos colaterais e avaliar com o uso de Anticorpos Monoclonais
CGRP de ação prolongada, em especial o Fremanezumabe. Muitos medicamentos usados como tratamento
para enxaqueca, como topiramato, beta-bloqueadores e valproato, são usados de maneira off-label, todos
eles com inúmeros efeitos colaterais, como perda de cabelo, fadiga, pancreatite, depressão, náusea, tremor,
etc. o que culmina na alta taxa de interrupção de tratamento. Anticorpos monoclonais foram aprovados pela
Food and Drug Administration (FDA) e pela European Medicine Agency (EMA) em 2018 como uma alternativa
para aqueles que não responderam bem ao tratamento tradicional, eles atuam bloqueando o CGRP,
molécula envolvida na enxaqueca. Nessa revisão foi concluído que pacientes submetidos ao tratamento
com Fremanezumabe obtiveram uma melhora significativa, diminuindo a no máximo duas crises mensais,
um menor uso de medicamentos para crises agudas e raros relatos de efeitos colaterais, nenhum sendo
reconhecido como “grave”, comprovando a superioridade do Fremanezumabe no tratamento de pacientes
que sofrem de enxaqueca crônica.