FATORES DE ESTRESSE QUE DESENCADEIAM RESPOSTA IMUNOLÓGICA AUTOIMUNE DA PSORÍASE
Resumo
A psoríase é uma doença crônica da pele que afeta 1% a 3% da população mundial, caracterizada por
hiperplasia epidérmica e inflamação imunomediada. O artigo visa discutir a psoríase, abordando seus
aspectos imunológicos, genéticos, diagnósticos e terapêuticos. A complexidade da doença, desde sua
apresentação clínica e mecanismos moleculares até as abordagens de tratamento mais recentes, incluindo
terapias biológicas são avaliadas. O artigo examina o papel do Complexo Principal de Histocompatibilidade
(MHC), particularmente o gene HLA-C e seu alelo HLA-C*06:02, na susceptibilidade à psoríase. A associação
genômica ampla (GWAS) é utilizada para identificar regiões genéticas relacionadas à psoríase, conhecidas
como PSORS1-9. Destaca-se a importância das citocinas inflamatórias IL-17 e IL-23, bem como do Fator
de Necrose Tumoral alfa (TNF-α) na patogênese da doença. O papel do quimioatraente CCL20 no ciclo de
retroalimentação da resposta IL-17 também é abordado de maneira positiva. Aborda-se a função das células
T de memória residentes no tecido na persistência e recorrência da psoríase, assim como a relevância de
autoantígenos como ADAMTSL5, catelicidina LL37 e KRT17. O potencial do microbioma intestinal como
biomarcador na resposta ao tratamento tem relevância clínica sendo estudada até os dias de hoje. Além
disso, destaca-se a importância de considerar a psoríase não apenas como uma condição cutânea isolada,
mas como uma doença sistêmica que requer uma abordagem individualizada no diagnóstico e tratamento
de acordo com cada caso estudado. Este trabalho baseou-se em revisão de literatura, utilizando bases de
dados como PubMed, SciELO e Medline, considerando publicações a partir de 2014 em português, inglês e
espanhol.