A INCLUSÃO DE EXAMES LABORATORIAIS NO PLANEJAMENTO FAMILIAR COMO FORMA DE PREVENÇÃO DAS HEMOGLOBINOPATIAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Resumo
Este estudo explora a inclusão de exames laboratoriais no planejamento familiar como uma estratégia preventiva
para hemoglobinopatias, doenças hereditárias que alteram a estrutura e função da hemoglobina, causando
impactos significativos na saúde pública. O estudo tem como objetivo avaliar a aplicabilidade dos exames
laboratoriais no diagnóstico e prevenção dessas doenças no contexto do planejamento familiar, evidenciando
a prevalência das hemoglobinopatias em populações vulneráveis e identificando falhas na execução das
políticas de saúde reprodutiva. Foi realizado uma revisão bibliográfica de artigos publicados nos últimos
dez anos no período entre fevereiro e dezembro de 2024, focando em estudos que abordam a detecção
precoce das hemoglobinopatias, protocolos de triagem, políticas públicas e aconselhamento genético. A
justificativa do estudo reside na alta prevalência das hemoglobinopatias e no obstáculo significativo que elas
representam para a saúde global, principalmente em contextos de desigualdade social e acesso limitado a
atenção de saúde. A pesquisa visa contribuir para uma abordagem mais integrada na prevenção dessas
doenças, promovendo melhores práticas de planejamento familiar e saúde reprodutiva. Além disso, o artigo
enfatiza a importância dos exames laboratoriais no planejamento familiar, apontando que eles permitem a
identificação precoce das hemoglobinopatias, como a doença falciforme e talassemias. Em suma, o estudo
destaca a relevância do planejamento familiar como um direito fundamental e a necessidade de inclusão
plena do profissional biomédico nas políticas públicas e nas Unidades Básicas de Saúde. A participação
desse profissional é essencial para fortalecer a prevenção de doenças, melhorar a qualidade dos serviços de
saúde e promover um sistema de saúde pública mais eficiente e equitativo.