Live Projections of Deceased Artists:

Worship, Representation, and Immortality

  • Roberto Tietzmann
  • Samara Kalil

Resumo

Este artigo investiga as fronteiras imaginárias entre a vida e a morte presentes na indústria do entretenimento musical a partir de uma seleção de 3 shows baseados em projeções em 2D e 3D, em escala natural, dos cantores: Tupac Shakur (2012), Cazuza (2013), Michael Jackson (2014). Uma nova maneira de lidar com o capital simbólico dos artistas mortos nos leva a considerar as imagens como representações simbólicas. As projeções, segundo Hofer (2011), se manifestam como metalepses que põe em causa o efeito da presença sem a presença do artista de fato, seguindo a tendência do uso de telas em espetáculos. Debray (1993) diz que a relação da imagem com a morte vem dos cultos e da antepassados, na tentativa de sua sobrevivência, pela imagem. Dessa forma, entendemos que dentro do formato “holograma” de apresentação, há um indicador significativo das transformações na maneira como mortos são representados.

Publicado
2019-12-06
Seção
Dossiê Temático