Shakespeare e o intertexto da violência feminina

  • Cristiane Busato Smith

Resumo

A intertextualidade sempre esteve presente no ato da enunciação, seja de forma consciente ou inconsciente. Ademais, como nos demonstra Michel Montaigne na epígrafe, em pleno Renascimento já se refletia sobre a intertextualidade como um exercício comum. Portanto, a intertextualidade não deve ser considerada uma prática nova, ainda que ela seja frequentemente associada ao pósmodernismo (Allen, 2000). O exemplo de intertextualidade que este artigo enfoca vem de longa data e ainda assim é surpreendentemente contemporâneo: trata-se da personagem Lavínia da primeira tragédia de William Shakespeare, Titus Andronicus (1594).

Publicado
2018-06-19