O teste de fala com ruído ipsilateral em crianças com distúrbio de aprendizagem

  • Angela Ribas
  • Grazieli Tozi

Resumo

A presente pesquisa teve por objetivo verificar o desempenho de crianças com distúrbio de aprendizagem e
alteração do processamento auditivo, frente ao teste de fala com ruído branco ipsilateral, numa relação sinal/
ruído de 10 dB. Foram analisados os prontuários de 22 crianças com diagnóstico de distúrbio de aprendizagem,
realizado por uma clínica de neurologia, e que se submeteram à avaliação do processamento auditivo na clínica
de Fonoaudiologia da Universidade Tuiuti do Paraná. Resultados: 68% da amostra apresentou uma alteração
leve da percepção auditiva; 81% da amostra foi classificada como tendo desordem em duas ou mais categorias
de percepção; somente 22 % da amostra falhou no teste de fala com ruído, apesar do diagnóstico de alteração
do processamento auditivo e da queixa de desatenção. Concluiu-se que a relação sinal/ruído de 10 dB não
sensibiliza o teste de fala com ruído ipsilateral, tendo em vista que a maioria da amostra com queixas de desatenção
e distúrbios de aprendizagem não falhou no mesmo.

Publicado
2018-08-07