Fazer das tripas cérebro: A Montanha Sagrada, de Alejandro Jodorowsky e o mito da superioridade intelectual europeia como forma de dominação e exploração colonial

  • Lucas Soares de Souza UNESPAR/FAP

Resumo

O objetivo deste artigo é abordar três cenas do filme A montanha sagrada, de Alejandro Jodorowsky, à luz das discussões desenvolvidas pelas teorias decoloniais. Utilizamos como autores base a pesquisadora brasileira Maíra Zenun de Oliveira e o teórico estadunidense Robert Stam para pensar as relações entre arte, cinema e decolonialidade. A metodologia utilizada para pensar as temáticas propostas se estabeleceu através da identificação de pontos de contato entre os autores, pensando de que maneira o pensamento de ambos converge para uma possível leitura de imagens presentes no filme. Nesse sentido, foi construída uma leitura do fenômeno cinematográfico enquanto um elemento de resistência aos modos de funcionamento das lógicas colonizadoras, tendo em vista a intensificação dos debates em torno das questões identitárias na contemporaneidade.

Publicado
2020-12-18