Caracterização de bebês de alto-risco nascidos em hospitais públicos em Curitiba acompanhados no programa de acompanhamento auditivo

  • Cláudia Giglio O. Gonçalves
  • Ingrid Helena Elizabeth Kolb Mazzarotto
  • Manoel Ferraz da Rocha
  • Angela Ribas
  • Diego A. Malucelli

Resumo

Objetivo: analisar a audição de bebês de alto-risco nascidos nos hospitais públicos de Curitiba acompanhados num
serviço de saúde auditiva. Método: estudo longitudinal, que acompanhou bebês de alto risco para a audição nascidos nos
hospitais municipais de Curitiba e encaminhados para o Setor de Alta Complexidade em Saúde Auditiva da Clínica de
Fonoaudiologia da UTP. Foram realizados: medidas de imitância acústica, avaliação auditiva comportamental com sons
não-calibrados, teste de emissões otoacústicas evocadas (EOAT) e potencial auditivo de tronco encefálico (PEATE),
aos 3, 6, 9 e 12 meses de idade. Resultados: Dos 70 bebês acompanhados no período de um ano, 66% são do sexo
masculino, 57% nascidos prematuramente; 47,14% falharam no Teste da Orelhinha (TO) na maternidade. Não houve
associação entre prematuridade e falha no TO (P>0,05). O principal critério de risco foi a internação em UTI por
mais de 5 dias com 45,71 %. Nas avaliações audiológicas, encontraram-se curvas timpanométricas do Tipo“A” em
60% das orelhas; 54,28% falharam nas EOAT. Na avaliação auditiva comportamental observaram-se respostas não
compatíveis com a idade em 41,3% aos 3 meses, 44,44% aos 6 meses e 38% aos 9 meses e aos 12 meses os avaliados
estavam dentro do esperado para a idade. No PEATE encontraram-se respostas compatíveis com perdas auditivas
sensórioneurais em 3 bebês, encaminhados para protetização antes dos 6 meses de idade. Conclusão: apenas 3 bebês
apresentaram perda auditiva sensorioneural, mesmo sendo de risco para surdez ou tendo falhado no TO. A função
auditiva dos bebês avaliados foi amadurecendo, tornando-se adequada aos 12 meses.