Cultura como matriz formativa na Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília

Resumo

Este artigo busca compreender a Cultura como matriz formativa na Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília (LEdoC/
UnB) enfatizando-se as potencialidades do trabalho com o Teatro Político e o Vídeo Popular e suas contribuições para a práxis formativa de educadores do campo na elevação de seus níveis de consciência política. Aspectos como a complexidade dos conceitos de Cultura produzidos historicamente, o legado do Movimento de Cultura Popular, do Centro de Cultura Popular e a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra por meio da Educação e da Cultura são ressaltados como fundamentais neste trabalho para se compreender as bases históricas e epistemológicas que orientam a Licenciatura em Educação do Campo, especialmente na área de Linguagens, no trabalho estético do componente de Artes. Após a análise da LEdoC, compreendemos que as experiências estéticas e a práxis formativa com as linguagens artísticas desenvolvidas nessa licenciatura contribuem para a auto-organização e atuação dos educandos, tanto nas escolas como nas comunidades. A
sistematização e a análise dessas experiências colaboram para os processos de formação, ensino e aprendizagem voltados às escolas do campo e às comunidades envolvidas com a perspectiva de uma educação omnilateral na busca da hegemonia da classe trabalhadora e da transformação social.

Biografia do Autor

Adriana Gomes da Silva, UnB

Mestre em Educação, pelo Programa de Pós graduação em Educação da UnB. E-mail:
dricacaliandra@gmail.com

Monica Castagna Molina, UnB

Doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela UnB e Pós-Doutorado em Educação
pela UniCamp. Professora Associada da Universidade de Brasília (UnB), da Licenciatura em
Educação do Campo e do Programa de Pós-Graduação em Educação. mcastagnamolina@gmail.com / https://orcid.org/0000-0001-9901-9526

Publicado
2020-12-04